segunda-feira, 19 de março de 2012

JESUÍTAS E FILOSOFIAS - PERSPECTIVAS, HISTÓRIA E ATITUDES

JESUÍTAS E FILOSOFIAS - PERSPECTIVAS, HISTÓRIA E ATITUDES

Autor(es): CARDOSO, Delmar

Código: LIV.13553
Páginas: 240
ISBN: 9788515038848
Coleção: Coleção FAJE
Série: 13553
Lançamento: 31/01/2012

Preço: R$ 28,00

PENSADORES DO SÉCULO XX

PENSADORES DO SÉCULO XX

Autor(es): CARDOSO, Delmar

Código: LIV.13562
Páginas: 256
ISBN: 9788515038855
Coleção: Questões Filosóficas
Série: 13562
Lançamento: 14/02/2012

Preço: R$ 39,00

BREVE HISTÓRIA DA ALMA

BREVE HISTÓRIA DA ALMA

Autor(es): VANZAGO, Luca

Código: LIV.13059
Páginas: 248
ISBN: 9788515038916
Coleção: Coleção Humanistica
Série: 13059
Lançamento: 13/03/2012

Preço: R$ 46,00

NOSSA SENHORA DO BOM CONSELHO

Autor(es): BONAR, Matias

Código: LIV.04118
Páginas: 16
ISBN: 9788515015887
Coleção: Mariologia
Série: 04118
Lançamento: 25/04/1997

Preço: R$ 3,80
Torre de Babel tem fãs de literatura
Agatha Christie, Dan Brown, Frederick Forsyth. Os best-sellers do romance policial, onde quase sempre o bandido se dá mal no fim da história, são preferidos até na prisão. É assim na Penitenciária de Itaí, no interior do Estado, que abriga 1.438 detentos de 80 nacionalidades. Tanta variedade rendeu à unidade o apelido de Torre de Babel.
Lá, há mais de 13 mil livros, escritos em 34 idiomas. Além da língua nativa, o bibliotecário búlgaro, de 21 anos, fala russo, inglês, espanhol e português. Na prisão onde há vários poliglotas, o idioma mais falado é o português, geralmente aprendido em aulas na própria unidade. No entanto, na hora de ler, os detentos preferem o inglês e o espanhol.
E apesar das TVs nas celas, a biblioteca é bastante movimentada, revela o agente penitenciário José Veiga, responsável pelo espaço. “O nível de escolaridade é maior do que em outras prisões”, afirma o funcionário. Por isso, há quem prefira leituras mais densas, como O Processo, de Franz Kafka, ou Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez.
Entre os funcionários da prisão, a leitura é vista com bons olhos. Não porque haja um interesse particular na erudição desse ou daquele detento, mas porque esse tipo de atividade ajuda a acalmar e a matar o tempo.
Diretor da unidade, Mauro Henrique Branco explica que a biblioteca foi crescendo com doações. “A editora do Paulo Coelho mandou livros escritos em vários idiomas.”
Branco está em Itaí antes de chegarem os estrangeiros, quando a unidade abrigava detentos ameaçados em outras unidades, como estupradores. Em 2006, o governo do Estado resolveu criar a unidade específica para presos de outras nacionalidades que, nas prisões comuns, acabavam sendo vítimas dos brasileiros.
Único. A mistura de nacionalidades transforma Itaí em um presídio diferente de todos os outros. A começar pelo fato de a unidade não ser dominada pela facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Na penitenciária, de acordo com a direção, nunca aconteceu uma rebelião.
Em um local onde há tanta gente falando línguas diferentes os mal-entendidos poderiam ser frequentes. Atualmente, há cinco israelenses e 18 libaneses na unidade. Apesar disso, diferentemente do que ocorre entre os dois países, não há registro de conflitos por questões religiosas entre muçulmanos e judeus. Também não há confusão entre presos de países que já entraram em guerra. São os latino-americanos, de sangue quente, os que mais dão trabalho para a direção da prisão.
Segundo funcionários, os “marrentos” peruanos, bolivianos e chilenos têm rivalidade com o grupo de africanos, principalmente os nigerianos. Quando começa o bate-boca entre esses grupos, as discussões, quase sempre, acabam descambando para o racismo. /A.R.

DOMINGO LAETARE COM CONSAGRAÇÕES MONÁSTICAS NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO

 No Domingo Laetare, Quarto Domingo da Quaresma, aos 18 dias do mês de Março do Ano da Graça de Nosso Senhor de 2012, às 10h, na Basílica Abacial de Nossa Senhora da Assunção , do Mosteiro de São Bento de São Paulo,
Ir. Filipe Friguis Ribeiro, OSB
e
Ir. Lourenço Palata Viola, OSB
Farão sua Profissão Solene e receberão a Consagração Monástica das mãos do Rvmo. Dom Abade Matthias Tolentino Braga, OSB
Orai por eles!
Mosteiro de São Bento (Estação São Bento de Metrô)

EXPOSIÇÃO EM SP EXPLORA O PROCESSO DO CONHECIMENTO

Em tempos em que estudantes com dúvidas preferem pesquisar no Google a perguntar ao professor – conforme estudo recente da Birmingham Science City (Grã-Bretanha) -, a cidade de São Paulo recebe a partir de hoje uma exposição cujo tema é a biblioteca. A mostra Conhecimento: Custódia e Acesso fica até 30 de abril no Museu da Língua Portuguesa, na Luz, região central da capital.
A exposição não fala só do acúmulo de livros. Quer explorar o resgate, a preservação e o acesso ao conhecimento – e não deixa de refletir sobre os desafios impostos pela internet e pela sensação de que tudo que se quer está a um clique. “A biblioteca não trabalha só com a busca, mas também com a concepção do conhecimento”, afirma a professora Sueli Ferreira, do Sistema Integrado de Bibliotecas da USP (Sibi).
A ideia de fazer a mostra surgiu há um ano, como forma de marcar os 30 anos do Sibi – que é parceiro do museu e da Secretaria Estadual de Cultura na realização. Também marca a estreia da completa unificação dos sistemas das 44 bibliotecas da USP. “Todo o acervo, que tem obras raras, pode ser consultado agora pelos alunos e pesquisadores de modo unificado”, explica Sueli.
Focada no conhecimento, a exposição começa com a Criação de Adão, obra de Michelangelo – em que Deus cria Adão com o toque da ponta do dedo. “É o upload do conhecimento de Adão”, afirma, com humor, o curador, Marcos Galindo.
O objetivo de Galindo é que os visitantes passem, ao longo da exposição, pelo processo de criação do conhecimento, da custódia dele até seu acesso. “É a primeira exposição sobre bibliotecas depois da revolução da internet”, explica o curador. “Centramos no conhecimento, mas queremos criar uma experiências sensorial, com mais questões do que respostas.”
Atenção especial recebem a Semana de Arte Moderna de 1922, Mário de Andrade e Rubens Borba de Moraes – bibliotecário que foi figura central na Semana e na criação da biblioteca municipal. O público poderá ver obras raras do acervo da USP, incluindo uma edição original da revista Klaxon – ícone da época -, e folheá-la em um computador.
Os visitantes podem fazer o download da revista e de outros conteúdos da exposição por meio do código QR – aplicativo de dados para celular. A exposição é toda acessível para deficientes.
A entrada é grátis. A exposição está no portão 1.

ÂMBAR – PRECIOSIDADE DE 50 MILHÕES DE ANOS


Belo e misterioso, o âmbar é considerado como a primeira gema e possui 50 milhões de anos.
Sua formação é o resultado da fossilização da resina do pinheiro (Pinus succinites) e por isso possui origem vegetal. Esta resina era uma proteção contra bactérias e insetos que atacavam as árvores.
Composição química: C10H16O
Dureza: 2 a 2,5 mohs
As variedades das cores do âmbar são inúmeras.  Desde a “cor de mel” até o raríssimo azul. Encontramos também âmbar branco, amarelo, verde (raro) e também vermelho. As propriedades de transparência conferem a ele mais um diferencial em raridade, beleza e singularidade.
Devido à sua preciosidade, a procura pelo âmbar já era grande desde 1900 a.C. Deu-se origem então à Rota do Âmbar, ligando o Mar Báltico ao Mediterrâneo. Além disso, foram encontrados vestígios de âmbar em túmulos Egípcios de 3200 a.C.
O âmbar também participou de eventos científicos, como na experiência do matemático grego Thales de Mileto,           que comprovou a eletricidade estática.  Após a fricção do âmbar em um pano, ele percebeu que o mesmo atraia pequenos objetos.  Por este motivo o âmbar é denominado em grego como elektron.
Sala de Âmbar no Palácio Catarina, São Petersburgo
É possível encontrar conservados internamente no âmbar:  folhas, flores e insetos (formigas, moscas, mosquitos, etc.).  Eles são chamados de inclusões.  Isto valoriza ainda mais o âmbar.
Propriedades terapêuticas: alívio de dores em geral.
Indicado para: artrite, artrose, problemas de circulação, reumatismo, tireóide, primeira dentição infantil (alívio para as dores), dor de garganta.

VISITA AO MASP – EXPOSIÇÃO “ROMA – A VIDA E OS IMPERADORES”

Exposição “Roma – a vida e os imperadores”
Mulheres observam busto de Júlio César no MASP
Sempre fico feliz quando recebemos em nossa cidade eventos culturais de grande valor e influência. Mais feliz fico quando posso participar de tais acontecimentos.
Foi uma surpresa quando recebi o convite de abertura da Mostra “Roma – a vida e os imperadores” acolhida no MASP, com duração de dois meses, ficando aberta até 22 Abril de 2012.
A mostra representa uma viagem a três séculos do período tardio da república e primeiros séculos do Império Romano.
Logo na entrada (área de exposições temporárias) nos deparamos com um busto colossal de Julio César (sou fã dele).
A exposição é muito rica. Desvendam hábitos e costumes do povo romano e de seus imperadores. Trata-se de tesouros dos romanos como joias, mosaicos, afrescos, esculturas, vestimentas e outros objetos que saem pela primeira vez da Itália, trazidos do Antiquário de Pompeia, da Galeria Uffizi e de museus arqueológicos.
Em “Roma – a vida e os imperadores” percebemos um desafio em recontar a trajetória do povo e dos imperadores romanos, por meio da arte, da arquitetura triunfal, das cerimônias de poder, da vida cotidiana, das célebres conquistas e da opulência. Fiquei impressionado com a sofisticação dos utensílios, uma vez que não encontramos nada parecida na Idade Média.
A cerimônia de abertura foi muito proveitosa. A mostra tem o patrocínio da FIAT e marca a abertura do período Itália/Brasil (2011-2012).
A curadoria e de Guido Clemente, professor de História Romana da Universidade de Florença e parceria com estudiosos de vários museus italianos. Estes buscaram privilegiar a abordagem dos imperadores de Roma do ponto de vista do exercício de seu poder e de suas diferentes personalidades.
Apreciação das peças
Já falei do busto de Julio Cesar. Fascinante! Mas a exposição é muito rica e não podemos ficar presos a tal peça. Há bustos de outras célebres figuras como Cícero, a qual ficou numa posição prejudicada – pedestal baixo e apertado a outras peças.
Há estátuas de deuses como Júpiter e Vênus agachada. Tomei um susto quando vi um falo gigante representando o deus da fertilidade ou virilidade Príapo.
Lembrei muito da Grécia quando me deparei com as máscaras de teatro. Claro que se trata do helenismo. Lembrei também do filme “Gladiador” quando vi uma armadura e desenhos do Coliseu. Impossível não lembrar dos primeiros cristãos neste momento. Lembrei até do infortúnio dos habitantes de Pompéia à época dos últimos dias, ao apreciar a beleza de alguns mosaicos de lá.
Os sarcófagos chamaram muito a minha atenção. Tentei entender as inscrições com meu latim. Tive algumas dificuldades. Mas foi satisfatório.
A amostra, como representa três séculos, deixou-me com a lembrança daquilo que sempre ouvimos: Romanos: César Augusto, nascimento do Império, apogeu, loucuras de Nero e Calígula, Termas de Caracala, perseguição dos cristãos e celebrações nas catacumbas e um declínio multicultural.