quarta-feira, 5 de setembro de 2012

ORAÇÃO:

Gloriosíssimo São Miguel, chefe e príncipe dos exércitos celeste, fiel guardião das almas, vencedor dos espíritos rebeldes, amado da casa de Deus, nosso admirável guia depois de Cristo, vós, cuja excelência e virtude são eminentíssimas, dignai-vos livrar-nos de todos os males, nós todos que recorremos a vós com confiança, e fazei, pela vossa incomparável proteção, que adiantemos cada dia mais na fidelidade e perseverança em servir a Deus.
V. Rogai por nós, ó bem-aventurado São Miguel, príncipe da Igreja de Cristo.
R. Para que sejamos dignos de suas promessas.
Clip Musical produzido para a Homenagem da Cidade do Rio de Janeiro para Saudação a SS Papa Bento XVI. Musica e letra de autoria do Maestro Moacir, interpretado por ELBA RAMALHO, acompanhada pela Orquestra do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Mensagem do dia - São Gregório Magno



"Diante dos homens é virtude suportar os inimigos, mas diante de Deus a virtude é amá-los."


São Gregório Magno (540 - 604)


São Gregório Magno, "Hom, in Ev. 3,2", in I Padri vivi, cit.
"Não constitui maravilha que aquele que faz a vontade do Pai seja chamado irmão ou irmã do Senhor; para ambos os sexos, de fato, é o chamamento da fé. Entretanto, há que nos maravilhar o fato de que também se possa mencioná-lo como 'mãe'. Em verdade, Jesus dignou-se chamar seus fiéis discípulos de irmãos, dizendo-lhes: "Não temais! Ide anunciar a meus irmãos..." (Mt 28,10). É, pois o caso de nos perguntarmos: Como se pode tornar sua mãe aquele que, aderindo à fé, pôde tornar-se irmão do Senhor? Quanto a nós,cumpre-nos saber que aquele que pela fé se torna irmão e irmã de Cristo, torna-se sua mãe por meio da pregação. Introduzir o Senhor no coração de quem ouve é quase como dar à luz o Senhor. E se faz sua mãe quando por meio de sua voz o amor de Deus é gerado na mente do próximo".




Mulher, porque choras?
Homilia 25


"Maria torna-se testemunha da compaixão de Deus; sim... aquela Maria a quem um fariseu queria quebrar o arroubo de ternura. "Se este homem fosse profeta, exclamava ele, saberia quem é esta mulher que o toca e o que ela é: uma pecadora" (Lc 7,39). Mas as suas lágrimas apagaram-lhe as manchas do corpo e do coração; ela precipitou-se a seguir os passos do seu Salvador, afastando-se dos caminhos do mal. Estava sentada aos pés de Jesus e escutava-o (Lc 10,39). Vivo, apertava-o nos seus braços; morto, procurava-o. E encontrou vivo aquele que procurava morto. Encontrou nele tanta graça que acabou por ser ela a levar a boa nova aos apóstolos, aos mensageiros de Deus!
Que devemos ver aqui, meus irmãos, senão a infinita ternura do nosso Criador, que, para dar novo ânimo à nossa consciência, nos dá constantemente exemplos de pecadores arrependidos. Lanço os meus olhos sobre Pedro, olho para o ladrão, examino Zaqueu, considero Maria e só vejo neles apelos à esperança e ao arrependimento. Foi a vossa fé tocada pela dúvida? Pensem em Pedro que chora amargamente a sua cobardia. Estais ardendo em cólera contra o vosso próximo? Pensai no ladrão: em plena agonia, arrepende-se e ganha as recompensas eternas. A avareza seca-vos o coração? Prejudicastes alguém? Vede Zaqueu que devolve quatro vezes mais aquilo que tinha roubado a um homem. Por causa de uma paixão, perdestes a pureza da carne? Olhai para Maria que purifica o amor da carne com o fogo do amor divino.
Sim, Deus todo-poderoso oferece-nos constantemente exemplos e sinais da sua compaixão. Enchamo-nos, pois, de horror pelos nossos pecados, mesmo pelos mais antigos. Deus todo-poderoso esquece com facilidade que nós cometemos o mal e está pronto a olhar para o nosso arrependimento como se fosse a própria inocência. Nós que, depois das águas da salvação, nos tínhamos de novo manchado, renasçamos das nossas lágrimas... O nosso Redentor consolará as vossas lágrimas com a sua alegria eterna".

Missa do Domingo - 22° Tempo Comum

MARCOS 7,1-23 - SOBRE O PURO E O IMPURO
22º DOMINGO TEMPO COMUM
(2 de setembro 2012)
Jesus realiza o grande desejo do povo: estar em paz com Deus
INTRODUÇÃO

O evangelho deste final de semana é comprido. Fala dos costumes religiosos da época de Jesus, muitos dos quais já tinham perdido seu sentido e até atrapalhavam a vida do povo, ameaçando as pessoas com castigo e inferno. Enxergavam pecado em tudo! Por exemplo, comer sem lavar as mãos era considerado pecado. Mesmo assim, estes costumes eram conservados e ensinados, ou por medo, ou por superstições. Vamos conversar sobre isso!

SITUANDO

Neste círculo, olhamos de perto a atitude de Jesus frente à questão da pureza. Anteriormente, Marcos já tinha tocado neste assunto da pureza: em Mc 1,23-28, Jesus expulsou um demônio impuro. Em Mc 1,40-45, ele curou um leproso. Em Mc 5,25-34, curou uma mulher considerada impura. Em vários outros momentos, ele tocou em doentes e deficientes físicos, sem medo de ficar impuro. Agora, aqui no Capítulo 7, Jesus ajuda o povo e os discípulos a aprofundar este assunto da pureza e das leis da pureza.
Desde séculos, os judeus, para não contrair impureza, eram proibidos de entrar em contato com os pagãos e de comer com eles. Mas nos anos 70, época de Marcos, alguns judeus convertidos diziam: "Agora que somos cristãos temos que abandonar estes costumes antigos que nos separam dos pagãos convertidos!" Outros porém, achavam que deviam continuar a obsevar as leis de pureza. A atitude de Jesus, descrita no evangelho de hoje, ajudava-os a superar o problema.




Mês da BÍBLIA - A Imprensa de Gutemberg (1452-1455)




A B-42 de Gutenberg (1452-1455)


O primeiro livro impresso na Europa está guardado em vários museus. O mais emblemático é o Museu da Imprensa em Mainz (Mongúncia), Alemanha. A Bíblia impressa por Johannes Gutenberg é o símbolo-chave de um momento de transição da história humana. A sua invenção, a imprensa, provocou uma revolução: a propagação do «conhecimento para todos».


Uma sala na penumbra, na qual os materiais sensíveis à luz são protegidos da luz que os decomporia, envolta por paredes espessas à prova de fogo e pesadas portas de ferro. Um silêncio quase sacro envolve a parte central do Museu de Gutenberg em Mainz: o tesouro na caixa-forte.


Este tesouro é a parte do acervo composto de bíblias originais de Johannes Gutenberg, os primeiros livros impressos no mundo. Uma luz pontual atenuada permite a iluminação suave e, portanto, a visão ao visitante, de dois exemplares da Bíblia de Gutenberg sob o vidro à prova de balas das vitrines, protegidas por um sistema de alarme.


“Noventa lux de luminosidade e 50–55% de humidade do ar são as condições ideais para estes incunábulos insubstituíveis”, esclarece a directora do Museu da Imprensa em Mainz, a Dra. Eva Hanebutt-Benz.







Dos 180 exemplares da edição B-42 – 150 delas impressas em papel de manufactura italiana, e 30 em pergaminho – existem hoje apenas 49 exemplares.





Para Gutenberg, o «Projecto Bíblia» foi a obra de sua vida. Não somente o significado deste livro, mas também a sua extensão foi considerável. A obra de dois volumes compreende 1.282 páginas com 42 linhas cada – daí provém a abreviação B-42 para a Bíblia de Gutenberg – e aproximadamente 3 milhões de caractéres.


Esta impressão da Bíblia integra o Antigo e o Novo Testamento. Durante 3 anos, de 1452 até 1455, Gutenberg trabalhou com 20 colaboradores na obra. Do ponto de vista económico foram custos consideráveis que, contudo, valeram a pena.


Do ouro ao chumbo


Para fabricar mecanicamente a sua primeira Bília, Johannes Gutenberg (que tinha aprendido o ofício de ourives) combinou várias das suas invenções revolucionárias.


A famosa B-42 – a Bíblia de 42 linhas –, das quais apenas se conservam 48 exemplares de uma edição total estimada em 180 exemplares, saíra de um prelo, e era portanto um documento impresso. Há algum tempo já estavam em uso prelos para a impressão de gravuras, mas as letras da B-42 de Gutenberg não tinham sido gravadas em blocos de madeira.


A meta de Gutenberg era de criar uma impressão com letras tão belas como as manuscritas. Para tal, escolheu um exemplar manuscrito da biblioteca do mosteiro de Mainz, cuja caligrafia era a letra Textura - uam letra fortemente condensada e angulosa.


A fim de transformar em caracteres de metal a qualidade de um texto escrito à mão e obter uma imagem de texto denso e com um alinhamento homogéeo nas duas colunas, eram necessárias mais do que as 26 letras do alfabeto.


Ligaduras, contracções e abreviações foram profusamente usadas para justificar impecavelmente o texto. Ao todo, os sócios Gutenberg e Fust usaram 290 glifos diferentes nesta impressão de espantosa qualidade técnica.


Os tipos da Textura tipográfica tinham que ser grandes, para que pudessem ser legíveis nas igrejas escuras, apenas iluminadas por velas.


A B-42


A obra-mestra de Gutenberg é a Bíblia de 42 linhas (B-42). Esta obra compreende dois volumes com um total de 1282 páginas. Foi produzida por Gutenberg com a colaboração de 20 pessoas. As dimensões do «fólio real» empregue eram de 430 x 620 mm, antes da dobragem. O formato final é de 31 cm (largura) x 43 cm (altura) - quase o DIN A5, o dobro do tamanho do livro que tem agora na mão. Dos 180 exemplares impressos, existem hoje 48 exemplares, dois dos quais estão em posse do Gutenberg-Museum em Mainz.







Página de um exemplar da Bíblia de 42 linhas, o primeiro livro europeu impresso por processo industrial, na oficina de Gutenberg em Mainz. Este exemplar foi impresso a duas cores, negro e rubro (o que não aconteceu com todos os exemplares).


Esta página foi, depois da impressão do texto no prelo, ricamente iluminada, ilustrada e decorada à mão – como era uso fazê-lo nos manuscritos.


Nos 48 exemplares da B-42 que chegaram até nós, as diferenças na ilustração marcam dois estilos: cópias luxuosas e outras mais sóbrias. Mas em todas se observa o perfeito alinhamento das duas colunas de texto, conseguido através da substituição de glifos «comuns» por outros alternativos, mais largos ou mais estreitos.


No complicado processo de impressão, que implicava uma produção quase contínua, o controlo de qualidade estava integrado: assim que uma primeira folha de prova era tirada, esta era imediatamente controlada pelo revisor. Apesar disso, existem erros visíveis no impresso.


Para seguir o complicado processo de impressão e as alterações introduzidas ao longo do projecto, consulte:www.bl.uk/treasures/gutenberg/homepage.html


Gutenberg digital www.gutenbergdigital.de


The Gutenberg Bible Online Digital Facsimile www.humi.keio.ac.jp/treasures/incunabula/B42/


Bíblia latina de 48 linhas

A primeira bíblia impressa a conter a data, o local e o nome dos impressores foi dada à estampa em Mainz, 1462, pelos sócios de Gutenberg, Johannes Fust e Peter Schoeffer.


Temas relacionados

O termo incunábulo vem do latim in cuna (“berço”), e define os primórdios da arte gráfica, isto é: todo o material impresso até ao ano de 1500.


Museus e Colecções tipográficas


Bibliografia

Heitlinger, Paulo. Tipografia: origens, formas e uso das letras. Copyright © 2006 Paulo Heitlinger, ISBN 10 972-576-396-3 , ISBN 13 978-972-576-396-4, Depósito legal 248 958/06. Dinalivro. Lisboa, 2006.


Fonte: http://tipografos.net/livros-antigos/b-42.html