quarta-feira, 4 de abril de 2012

DOMINGO DE RAMOS, INICIA-SE A SEMANA SANTA

Desde os primórdios, a madeira sempre foi uma grande auxiliar do Homem, atendendo suas necessidades das mais básicas as mais supérfluas. Luz, proteção, habitação, alimento, defesa, são algums dos benefícios proporcionados por essa grande dádiva da natureza.
Usada para construir a arca que salvaria Noé e sua família do dilúvio, também presente como matéria prima da Arca da Aliança, assim como na lenha carregada por Isaac para o sacrifício que seu pai Abraão iria oferecer em obediência a Deus, a madeira já prefigurava nestes sinais a cruz de Nosso Senhor.
Quando no deserto o povo fugia da opressão do Faraó, foi ao toque da vara de Moisés que as águas do Mar Vermelho se abriram para que o povo o atravessa-se incólume, e ao toque desta mesma vara a pedra jorrou água para matar a sede dos Israelitas.
Na construção do grande Templo realizada por Salomão, a acácia se distinguia entre as demais madeiras, assim como o cedro, devido a sua beleza durabilidade e flexibilidade para os trabalhos artesanais que ornamentariam a casa de Deus.
Foi também pela madeira, que o preço de nossa salvação foi pago, pois no lenho da cruz Nosso Senhor Jesus Cristo se entregou pelos nossos pecados, para que por sua morte a morte fosse vencida e o triunfo da vida portasse o troféu da ressurreição.
Contemplar a cruz é antes de mais nada, contemplar o amor; o que antes era símbolo de morte e maldição, agora torna-se o símbolo do amor de Deus por cada um de nós.  Nela nos encontramos e deparamo-nos com a realidade da humanidade sofredora, que caminha confiante rumo a ressurreição.
Dois pedaços de madeira que abraçam toda a humanidade e nos convida a assumirmos a missão de anunciar a todo o Universo que Cristo venceu a morte e nos deu a vida.
Durante toda a história da arte cristã vemos muitas maneiras de contemplar este grande mistério expressado durante os séculos conforme a época, lugar e necessidade. Possivelmente temos na porta da Basílica romana de santa Sabina a primeira representação do Cristo crucificado; porém não um Cristo sofredor e escarnecido, como é típico do Barroco, mas um Cristo glorioso, cuja cruz invisível é personificada em todo Universo.
No Éden, a antiga árvore do Paraíso possuía o fruto do conhecimento do bem e do mal, o qual levou os primeiros Pais ao pecado e a morte, pois na sua ambição e desobediência queriam ser como Deus. Na nova árvore da vida, a cruz, plantada no Calvário, Deus se humilha ao extremo, deixando oculta toda sua divindade para que resplandecesse a glória de sua humanidade, a qual nos ensina o verdadeiro caminho da vida: o amor sem limites, pois “não há maior amor do que dar a vida pelos amigos.”
Que a contemplação da “madeira e da cruz” nos ajude a transformarmos toda nossa vida num supremo ato de louvor e gratidão ao Cristo redentor do gênero humano, que do alto do madeiro reina glorioso e ressuscitado sobre todo seu rebanho.
Olhando para o Crucificado, possa nosso coração exclamar com um êxtase de amor, assim como o fez São Francisco diante do Crucifixo de São Damião: “ó glorioso Deus altíssimo, ilumina as trevas do meu coração, concede-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito. Mostra-me Senhor, o reto sentido e conhecimento, a fim de que possa cumprir o sagrado encargo que na verdade acabas de dar-me. Amém.”
Dom Lourenço Palata Viola, OSB

PROGRAMAÇÃO SEMANA SANTA 2012 – MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE SÃO PAULO

1 de abril Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
8h30 Santa Missa
10h Bênção dos Ramos, Procissão e Missa Pontifical
17h Vésperas Solenes e Bênção do Ssmo. Sacramento
2, 3 e 4 de abril  Segunda, Terça e Quarta-feira Santas
Santas Missas: 7h (conventual com canto gregoriano), 13h e 18h
17h30 Vésperas
3 de Abril, Terça-feira Santa
20h Exibição do Documentário “Via-Crucis” com palestra sobre a espiritualidade da Via-Sacra.
5 de abril Quinta-feira da Ceia do Senhor
7h Laudes
11h45 Hora Média
18h Missa Pontifical da Ceia do Senhor: Lava-pés e Transladação do Ssmo. Sacramento
20h30 Completas
6 de abril  Sexta-feira da Paixão do Senhor
6h30 Vigílias (com canto das Lamentações)
8h30 Laudes Cantadas
11h45 Hora Média
13h Via-Sacra dos Oblatos Seculares do Mosteiro (Início Largo Santa Ifigênia)
15h Solene Ação Litúrgica: Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Comunhão
19h Completas
7 de abril Sábado Santo
6h30 Vigílias (com canto das Lamentações)
8h30 Laudes Cantadas
11h45 Hora Média
17h30 Vésperas
22h40 Solene Vigília Pascal: Bênção do Fogo, Liturgia da Palavra, Rito Batismal e Liturgia Eucarística
8 de abril Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor
7h Laudes Cantadas
8h30 Santa Missa
10h Santa Missa Pontifical do Domingo da Ressurreição
16h45 Vésperas Pontificais e Bênção do Ssmo. Sacramento
Confissões: Segunda, Terça e Quarta-feira Santas das 14h às 16h

ARQUEÓLOGOS ACHAM ‘CAIXÃO’ DE FAMÍLIA QUE JULGOU JESUS CRISTO

Arqueólogos israelenses confirmaram a autenticidade de um ossuário (caixa usada para guardar ossos depois da fase inicial de sepultamento) pertencente à família do sacerdote que teria conduzido o julgamento de Jesus.
A peça, feita em pedra e decorada com motivos florais estilizados, data provavelmente do primeiro século da Era Cristã -tem, portanto, uns 2.000 anos.
A inscrição no ossuário, em aramaico (“primo” do hebraico, língua do cotidiano na região durante a época de Cristo), diz: “Miriam [Maria], filha de Yeshua [Jesus], filho de Caifás, sacerdote de Maazias de Beth Imri”.
O nome “Caifás” é a pista crucial, afirmam os arqueólogos Boaz Zissu, da Universidade Bar-Ilan, e Yuval Goren, da Universidade de Tel-Aviv, que estudaram a peça.
Afinal, José Caifás é o nome do sumo sacerdote do Templo de Jerusalém que, segundo os Evangelhos, participou do interrogatório que levaria à morte de Jesus junto com seu sogro, Anás.
Não se sabe se Miriam seria neta do próprio Caifás bíblico ou de algum outro membro da família sacerdotal. O ossuário, no entanto, liga a parentela à casta de Maazias, um dos 24 grupos sacerdotais que serviam no Templo.
O governo israelense diz que o ossuário estava nas mãos de traficantes de antiguidades, impedindo o estudo de seu contexto original.

Sexta-Feira Santa, 06 de Abril de 2012

Sexta-Feira Santa, 06 de Abril de 2012
Percurso:
  • Saída do Largo Santa Ifigênia;
  • Viaduto Santa Ifigênia;
  • Largo de São Bento;
  • Chegada Basílica do Mosteiro de São Bento.
Participe!
Oblatos Seculares do Mosteiro de São Bento de São Paulo

Memorial da América Latina recebe exposição de arte bizantina



Batizada de “Herança Bizantina”, a exposição proposta por Dom Athanasios I, Arcebispo Primaz do Brasil e América Latina e Presidente do Sínodo Grego Ortodoxo da Diáspora, levará ao Memorial cerca de 250 relíquias centenárias (séculos XVII a XX) entre ícones, mosaicos, paramentos episcopais e sacerdotais, lamparinas que iluminam os ícones durante a liturgia, cálices, báculos, cruzes peitorais, mitras, turíbulos, evangeliários e livros antigos (teológicos e litúrgicos).
O acervo engloba peças gregas da coleção particular de Dom Athanasios I, do bispo Nicolau (Gran Mestre dos Hospitaleiros Ortodoxos) e obras de monastérios Helênicos. Alguns itens estão vindo ao Brasil pela primeira vez e não sairão mais daqui. “Todas as peças farão parte do patrimônio da Arquidiocese Ortodoxa Grega no Brasil”, promete Dom Athanasios, que está há 15 anos no país.
Além da contemplação –. Ícones confeccionados no Ateliê de Iconografia Theotokos Pantanassa, (Brasília, DF), por Marina Sisson e pelo Pe. Francisco de Assis Feitosa estarão à venda. Mosaicos (1,10m x 0,80m) produzidos por monges da Paróquia Anunciação da Virgem Maria (Santo André, SP) que utilizam técnicas tradicionais introduzidas por Dom Athanasios I, com aproximadamente 2 quilos de pedras semipreciosas como lápis-lazúli, ágata, topázio imperial, ametista, também poderão ser adquiridos pelo público que visitar a exposição. A renda obtida com a venda das peças será utilizada para financiar obras sociais, como o orfanato de Bragança Paulista (SP), que abriga 250 crianças.
Arte sagrada – A iconografia é uma arte sagrada, espiritual tanto em sua essência quanto em seus objetivos. De acordo com resolução do VII Concílio Ecumênico “O ícone é para nós ocasião de um encontro pessoal, na graça do Espírito, com aquele que ele representa… Quanto mais o fiel olha os ícones, mais se recorda daqueles que estão ali representados e se esforça por imitá-los. Aos ícones ele testemunha respeito e veneração, mas não adoração, que é devida unicamente a Deus”.
O mosaico é a expressão máxima da arte bizantina cujo principal objetivo era instruir os fiéis mostrando-lhes cenas da vida de Cristo, dos profetas e dos vários imperadores. As técnicas utilizadas em sua confecção seguem convenções próprias: as pessoas são representadas de frente e verticalizadas para criar certa espiritualidade; a perspectiva e o volume são desconsiderados e o dourado é muito utilizado devido à associação com maior bem existente na terra: o ouro.
[Herança Bizantina, de 25 de março a 07 de abril (de terça a domingo – das 09h às 18h), no Memorial da América Latina - Galeria do Auditório Simon Bolívar, Av. Auro Soares de Moura Andrade, 664 – portão 13, Localização do Memorial: ao lado dos Terminais Barra Funda de trem, metrô e ônibus. Estacionamento: R$10,00 – preço único. Acesso para portadores de necessidades especiais. Entrada franca. Curador: Dom Athanasios I].
A exposição “Herança Bizantina” tem apoio cultural do Ateliê de Iconografia Theotokos Pantanassa, Ordem dos Hospitaleiros Ortodoxos, Fundação Memorial, Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Estado de São Paulo e Academia Brasileira de Cultura, Arte e História.
Fonte: Portal Fator Brasil