domingo, 9 de setembro de 2012

MEU QUERIDO CONFESSOR E AMIGO D. MATHIAS TOLENTINO BRAGA  ABADE DO MOSTEIRO DE SÃO BENTO SÃO PAULO - GRÃO CHANCELER DA FACULDADE SÃO BENTO SÃO PAULO.

Os grandes privilégios do Escapulário





Os grandes privilégios do Escapulário

No dia 16 de julho de 1251, São Simão Stock suplicava a Nossa Senhora ajuda para resolver um problema da Ordem Carmelitana, da qual era o Prior Geral. Enquanto ele rezava, a Virgem apareceu- lhe, trazendo o Escapulário nas mãos, e disse essas confortadoras palavras: "Filho diletíssimo, recebe o Escapulário da tua Ordem, sinal especial de minha amizade fraterna, privilégio para ti e todos os carmelitas. Aqueles que morrerem com este Escapulário não padecerão o fogo do Inferno. É sinal de salvação, amparo e proteção nos perigos, e aliança de paz para sempre".

A Igreja assumiu o Escapulário e fez dele uma das devoções mais difundidas entre o povo de Deus.

Em nossa época de superstições, não é supérfluo esclarecer que o Escapulário está longe de ser um sinal "mágico" de salvação. Não é uma espécie de amuleto cujo uso nos dispensa das exigências da vida cristã. Não basta, portanto, carregá-lo ao pescoço e dizer: "Estou salvo!"

É verdade que Nossa Senhora não pôs condição alguma ao fazer sua promessa. Simplesmente afirma: "Quem morrer com o Escapulário não padecerá o fogo do inferno". Não obstante, para beneficiar-se deste privilégio, é preciso usar o Escapulário com reta intenção. Neste caso, se na hora da morte a pessoa estiver em estado de pecado, Nossa Senhora providenciará, de alguma forma, que ela se arrependa e receba os sacramentos. E nisto a misericórdia da Mãe de Deus se mostra verdadeiramente insondável!

Alguns exemplos atestam de modo eloqüente esta verdade.

Viajando de automóvel em companhia de um bispo, o autor deste artigo viu uma mulher entrar distraída na rodovia e ser esmagada por uma enorme carreta cujo motorista não teve tempo de frear. O bispo mandou parar o automóvel, desceu apressadamente, deu a absolvição sacramental e ministrou a unção dos enfermos à mulher agonizante. Depois comentou comovido: "Ela estava com o Escapulário do Carmo. Certamente foi Nossa Senhora quem providenciou que um bispo estivesse passando por aqui, justo neste momento!"

Um caso diferente - narrado por Dom Marcos Barbosa na obra "O Escapulário de Nossa Senhora do Carmo" - se passou na Inglaterra. Na hora da morte, um cavaleiro conhecido por sua grande impiedade, em vez de pedir a Deus perdão de seus pecados, blasfemava dizendo: "Quero o inferno e o diabo!" Os presentes, horrorizados, chamaram São Simão Stock, o qual tomou o Escapulário e estendeu- o sobre o blasfemador. Imediatamente este se arrependeu e pediu os sacramentos. Segundo antiga e piedosa tradição, a Santíssima Virgem, aparecendo ao Papa João XXII, prometeu livrar do Purgatório, no primeiro sábado após a morte, todos os que portarem devotamente o Escapulário. Este é o chamado "privilégio sabatino". Para se beneficiar dele é preciso manter a castidade segundo o próprio estado, recitar o Pequeno Ofício da Imaculada ou rezar um terço todos os dias.

E mais: cada vez que o devoto beijar o Escapulário com piedade, fazendo um pedido à Santíssima Virgem, recebe uma indulgência parcial, isto é, a remissão de uma parte das penas que devia cumprir no Purgatório.

Quem usa o Escapulário pode beneficiar-se também de indulgência plenária (remissão de todas as penas do Purgatório) no dia em que o recebe, na festa de Nossa Senhora do Carmo, 16 de julho; de Santo Elias, 20 de julho; Santa Terezinha, 1º de outubro; dos santos carmelitas, 14 de novembro; São João da Cruz, 14 de dezembro; São Simão Stock, 16 de maio.



Proteção nos perigos da vida quotidiana

Nossa Senhora, a melhor de todas as mães, quer para seus devotos filhos não somente os benefícios espirituais, mas também os temporais. Assim, quem porta seu Escapulário recebe d'Ela uma proteção especial nos perigos da vida quotidiana.

São inumeráveis os exemplos desse desvelo da Virgem Mãe por seus filhos. Dom Marcos Barbosa, na obra mencionada acima, narra dois bem interessantes.

Em Santo André (SP), uma menina de 5 anos caiu dentro de um poço de 20 metros de profundidade. Uma hora depois, foi encontrada boiando sobre a água, com o Escapulário no pescoço. A família, naturalmente, atribuiu o fato à proteção da Mãe do Carmelo.

Em São Paulo, um jovem de 15 anos, ao atravessar de bicicleta uma via férrea, foi apanhado pelo trem. Passado todo o comboio, ele se levantou ileso e, beijando comovido seu Escapulário, exclamava: "Só tive tempo de gritar: ‘Nossa Senhora do Carmo!' Foi o bentinho d'Ela que me salvou!"



Sinal de aliança com Nossa Senhora

O Escapulário é um sinal de aliança com Nossa Senhora, e exprime nossa consagração a Ela. Seu uso é um poderoso meio de afervorar os que vivem em estado de graça e de converter os pecadores.

Deus não deixa sem recompensa nenhum benefício feito a uma pessoa necessitada, mesmo um simples pedaço de pão dado a um indigente. Imagine, pois, como Ele recompensará quem ajudar na salvação de uma alma!

Seja, portanto, você também, um ardoroso propagador do santo Escapulário! Nossa Senhora lhe retribuirá com toda espécie de graças e favores já nesta terra; e mais ainda no Céu.



Como receber e usar o Escapulário

1 - Qualquer padre tem poder para benzer e impor na pessoa o Escapulário.

2 - Essa bênção e imposição valem para toda a vida, portanto, basta recebê-lo uma vez.
3 - Quando o Escapulário se desgastar, basta substituí-lo por um novo.
4 - Mesmo quando alguém tiver a infelicidade de deixar de usá-lo durante algum tempo, pode simplesmente retomar o seu uso, não é necessária outra bênção.
5 - Uma vez recebido, ele deve ser usado sempre, de preferência no pescoço, em todas as ocasiões, mesmo enquanto a pessoa dorme.
6 - Em casos de necessidade extrema, como doentes em hospitais, se o Escapulário lhe for retirado, o fiel não perde os benefícios da promessa de Nossa Senhora.
7 - Em casos de perigo de morte, mesmo um leigo pode impor o Escapulário. Basta recitar uma oração a Nossa Senhora e colocar na pessoa um escapulário já bento por algum sacerdote.
8 - O Papa São Pio X autorizou substituir o Escapulário por uma medalha que tenha de um lado o Sagrado Coração de Jesus e do outro uma imagem de Nossa Senhora. Mas a recepção deve ser feita com o escapulário de tecido.



Papas enaltecem o uso do Escapulário

Em 1951, por ocasião da celebração do 700º aniversário da entrega do Escapulário, o Papa Pio XII disse em carta aos Superiores Gerais das duas Ordens carmelitas: "Porque o Santo Escapulário, que pode ser chamado de Hábito ou Traje de Maria, é um sinal e penhor de proteção da Mãe de Deus".

Exatamente 50 anos depois, o Papa João Paulo II afirmou: "O Escapulário é essencialmente um ‘hábito'. Quem o recebe é agregado ou associado num grau mais ou menos íntimo à Ordem do Carmo, dedicada ao serviço da Virgem para o bem de toda a Igreja. (...) Duas são as verdades evocadas pelo signo do Escapulário: de um lado, a constante proteção da Santíssima Virgem, não só ao longo do caminho da vida, mas também no momento da passagem para a plenitude da glória eterna; de outro, a consciência de que a devoção para com Ela não pode limitar-se a orações e tributos em sua honra em algumas ocasiões, mas deve tornar-se um ‘hábito'."

Esses dois Pontífices confirmam, assim, manifestações de apreço ao Escapulário feitas por vários de seus antecessores, tais como Bento XIII, Clemente VII, Bento XIV, Leão XIII, São Pio X e Bento XV. Bento XIII estendeu a toda a Igreja a c
elebração da festa de Nossa Senhora do Carmo, a 16 de julho. 

INTENÇÕES DO PAPA BENTO XVI - MÊS DE SETEMBRO


INTENÇÕES DO PAPA BENTO XVI - MÊS DE SETEMBRO



Papa indica intenções de orações para o mês de setembro

Cidade do Vaticano (Sexta-feira, 31-08-2012) - Como faz todos os meses, o Papa Bento XVI deu a intenção geral para este mês de setembro.

"Intenção geral" é o tema para o qual o Papa pede que os católicos do mundo todo rezem em determinado mês.

O Santo Padre pediu aos fiéis que no próximo mês rezem "Para que os políticos atuem sempre com honradez, integridade e amor pela vida e a verdade".

"Honradez, integridade e verdade" formam um trinômio, como se fosse uma espécie de arco-íris: cada elemento tem sua especificidade:

A honradez ou honestidade é a capacidade de ter um coração transparente.

A integridade é a coerência do início ao fim, em todos os dias da semana.

A verdade é o valor que está presente na integridade e na honestidade; é a capacidade de voar bem alto. É por isso que os elementos desse trinômio se completa entre si.

CALENDÁRIO LITÚRGICO - MÊS DE SETEMBRO
DOM SEG TER QUA QUI SEX SÁBADO 01
02 03 04 05 06 07 08
09 10 11 12 13 14 15
16 17 18 19 20 21 22
23 24 25 26 27 28 29
30

DIA CELEBRAÇÃO

01 Sábado  21ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana)

Nossa Senhora no Sábado
(Missa e Ofício da memória de Nossa Senhora)
TComum
(Verde)
Memória Facultativa
(Branco)

02 Domingo

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(Missa própria: Glória, Creio, Prefácio dos domingos comuns – Ofício dominical comum. 2ª Semana do Saltério)
Roteiro Homilérico TComum
(Verde)


03 Segunda-feira São Gregório Magno
Presbítero e Doutor (Missa própria: Prefácio comum ou dos Pastores – Ofício da memória) Memória
(Branco)

04 Terça-feira 22ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)

05 Quarta-feira 22ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)

06 Quinta-feira 22ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)

07 Sexta-feira 22ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)

08 Sábado Natividade de Nossa Senhora
Missa própria: Glória, Prefácio de Nossa Senhora I ou II – Ofício festivo próprio. Na Hora Média, antífona e salmos do dia de semana) Festa
(Branco)

09 Domingo XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM
(Missa própria: Glória, Creio, Prefácio dos domingos comuns – Ofício dominical comum. 3ª Semana do Saltério)
Roteiro Homilético TComum
(Verde)

10 Segunda-feira 23ª SEMANA (Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)

11 Terça-feira 23ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)

12 Quarta-feira
23ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana)
Santíssimo Nome de Maria
(Missa e Ofício da Memória)
TComum
(Verde)
Memória Facultativa
(Branco)

13 Quinta-feira São João Crisóstomo
Bispo e Doutor (Missa própria: Prefácio comum ou dos Pastores – Ofício da Memória) Memória
(Branco)

14 Sexta-feira Exaltação da Santa Cruz
Presbítero e Mártir (Missa própria: Glória, Creio, Prefácio próprio – Ofício festivo próprio) Festa
(Vermelho)

15 Sábado Nossa Senhora das Dores
Papa, Bispo e Mártires
(Missa própria: sequência Memória
(Branco)

16 Domingo XXIV DOMINGO DO TEMPO COMUM
(Missa própria: Glória, Creio, Prefácio dos domingos comuns – Ofício dominical comum. 4ª Semana do Saltério)
Roteiro Homilético TComum
(Verde)

17 Segunda-feira
24ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana)
São Roberto Belarmino
Bispo e Doutor (Missa e Ofício da Memória)
TComum
(Verde)
Memória Facultativa
(Branco)

18 Terça-feira 24ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)
19 Quarta-feira


24ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana)
São Januário
Bispo e Mártir (Missa e Ofício da Memória)
TComum
(Verde)
Memória Facultativa
(Branco)

20 Quinta-feira Santos André Kim Taegon, Paulo Asang e Companheiros
Mártires (Missa própria: Prefácio Comum ou dos Mártires – Ofício da Memória) Memória
(Vermelho)


21 Sexta-feira São Mateus
Apóstolo
(Missa própria: Glória, Prefácio dos Apóstolos I ou II – Ofício festivo do comum dos Apóstolos. Na Hora Média, antífona e salmos do dia de semana) Festa
(Vermelho)


22 Sábado
São Pio de Pietrelcina

24ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana)
Nossa Senhora no Sábado
(Missa e Ofício da memória de Nossa Senhora)
Memória
(Branco)
Memória
Facultativa
(Branco)

23 Domingo

XXV DOMINGO DO TEMPO COMUM
(Missa própria: Glória, Creio, Prefácio dos domingos comuns – Ofício dominical comum. 1ª Semana do Saltério)
 Roteiro Homilético TComum
(Verde)

24 Segunda-feira 25ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)

25 Terça-feira 25ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana) TComum
(Verde)


26 Quarta-feira
25ª SEMANA
(Missa à escolha –Ofício do dia de semana)
Santos Come e Damião
Mártires
(Missa e Ofício da memória)
Memória
(Branco)
Memória
Facultativa
(Vermelho)

27 Quinta-feira São Vicente de Paulo
Memória
(Missa e Ofício da memória) Memória
(Branco)


28 Sexta-feira
25ª SEMANA
(Missa à escolha – Ofício do dia de semana)
São Venceslau
Mártir
(Missa e Ofício da memória)
TComum
(Verde)
Memória
Facultativa (Vermelho)

29 Sábado São Miguel, São Gabriel e São Rafael Arcanjos
(Missa própria: Glória, Prefácio dos anjos –– Ofício festivo próprio. Na Hora Média, antífona e salmos do dia de semana) Festa
(Branco)


30 Domingo XXVI DOMINGO DO TEMPO COMUM
(Missa própria: Glória, Creio, Prefácio dos domingos comuns – Ofício dominical comum. 2ª Semana do Saltério) Roteiro Homilético TComum
(Verde)Dia de São Jerônimo Tradutor Da Bíblia.




É curioso observar como a vida nos oferece respostas aos mais variados questionamentos do cotidiano...

Vejamos!

A mais longa caminhada só é possível passo a passo...

O mais belo livro do mundo foi escrito letra a letra...

Os milênios se sucedem, segundo a segundo...

As mais violentas cachoeiras se formam de pequenas fontes...

A importância do pinheiro e a beleza do ipê começaram ambas na simplicidade das sementes...

Não fosse a gora e não haveria chuvas...

O mais singelo ninho se fez de pequenos gravetos e a mais vela construção não se teria efetuado senão a partir do primeiro tijolo...

As imensas dunas se compõem de minúsculos grãos de areia...

Como já refere o adágio popular, nos menores frascos se guardam as melhores fragrâncias...

É quase incrível imaginar que apenas sete notas musicais tenham dado vida à “Ave Maria”, de Bach, e à “Aleluia”, de Hendel...

O brilhantismo de Einstein e a ternura de Tereza de Calcutá tiveram que estagiar no período fetal e, nem mesmo Jesus, expressão maior de Amor, dispensou a fragilidade do berço...

...Assim também o mundo de paz, de harmonia e de amor com que tanto sonhamos só será construído a partir de pequenos gestos de compreensão, solidariedade, respeito, ternura, fraternidade, benevolência, indulgência e perdão, dia a dia...

Ninguém pode mudar o mundo, mas podemos mudar uma pequena parcela dele: esta parcela que chamamos de “Eu”.

Não é fácil nem rápido...

Mas vale a pena tentar!

Sorria!!!

Flávio Alves Rosário Concluinte da Filosofia Patrística do Mosteiro de São Bento São Paulo



 


Hoje, os cristãos necessitam conhecer os dogmas marianos. A formação mariana requer o estudo dos dogmas marianos, tanto em seu conteúdo, como também em seu significado na vida cristã.

Os dogmas marianos foram conquistas históricas e teológicas do cristianismo. Fazem parte do patrimônio e da doutrina da Igreja. Brotaram do senso sobrenatural dos fiéis. Foram formulados pela Igreja. “O dogma nasce na Igreja, que acolhe a Palavra de Deus, aprofunda e evolui na compreensão do dado revelado” (padre Leomar Antônio Brustolin, teólogo mariano).

Os dogmas marianos manifestam a importância que a Igreja dá a Maria, a Mãe de Jesus Cristo. “Os dogmas marianos glorificam Maria. Ela é exaltada precisamente em sua insignificância e simplicidade, e é por intermédio dos insignificantes, dos pobres — como Maria e os que ela declara libertados — que o Reino se torna realidade entre nós.

Em toda a longa tradição cristã, os dogmas marianos concentram nossa atenção na glória de Deus que brilha sobre a mãe de Jesus” (Kahleen Coyle, missionária e escritora mariana).

Que são dogmas marianos ?

O termo “dogma” provém da língua grega, “dogma”, que significa “opinião” e “decisão”. No Novo Testamento, é empregado no sentido de decisão comum sobre uma questão, tomada pelos apóstolos (cf. At. 15,28). Os Padres da Igreja, antigos escritores eclesiásticos, usavam dogma para designar o conjunto dos ensinamentos e das normas de Jesus e também uma decisão da Igreja.

Paulatinamente, a Igreja, com o auxílio dos teólogos e pensadores cristãos, precisou e esclareceu o sentido de dogma. Na linguagem atual do magistério e da teologia, o ‘dogma’ é uma doutrina na qual a Igreja, quer com um juízo solene, quer mediante o magistério ordinário e universal, propõe de maneira definitiva uma verdade revelada, em uma forma que obriga o povo cristão em sua totalidade, de modo que sua negação é repelida como heresia e estigmatizada com anátema” (Marcelo Semeraro, professor de teologia).

Definidos pelo magistério da Igreja de maneira clara e definitiva, os dogmas são verdades de fé, contidas na Bíblia e na Tradição. “O magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo, quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária” (Catecismo da igreja católica, no 88).

Na Igreja os dogmas são importantes, porque ajudam os cristãos a se manterem fiéis na fé genuína do cristianismo. “Os dogmas são como placas que indicam o caminho de nossa fé. Foram criados para ajudar a gente a se manter no rumo do Santuário vivo, que é Jesus” (CNBB Com Maria, rumo ao novo milênio. pág. 81).

Referentes a Maria, a Igreja propõe quatro dogmas: Maternidade divina, Virgindade perpétua, Imaculada Conceição e Assunção. Constituem verdades que os cristãos aceitam, aprofundam e vivenciam na comunidade de fé.

Mãe de Deus

Aos 22 de junho de 431, o Concílio de Éfeso definiu explicitamente a maternidade divina de Nossa Senhora. Assim o Concílio se expressou: “Que seja excomungado quem não professar que Emanuel é verdadeiramente Deus e, portanto, que a Virgem Maria é verdadeiramente Mãe de Deus, pois deu à luz segundo a carne aquele que é o Verbo de Deus”.

A intenção do Concílio de Éfeso era a de afirmar a unidade da pessoa de Cristo. Reconhecer Maria como Mãe de Deus (“Theotokos”) significa, na verdade, professar que Cristo, Filho da Virgem Santíssima segundo a geração humana, é Filho de Deus.

O povo se alegrou tanto que levou os bispos do Concílio para suas casas e festejaram a proclamação do dogma mariano. A maternidade divina de Nossa Senhora é peça-mestra da teologia marial.

Virgindade perpétua

Conferindo as Sagradas Escrituras e os escritos dos Santos Padres, o Concílio de Latrão preconizou como verdade a Virgindade Perpétua de Maria no ano 649. Durante o Concílio, o Papa Matinho I assim afirmou: “Se alguém não confessa de acordo com os santos Padres, propriamente e segundo a verdade, como Mãe de Deus, a santa, sempre virgem e imaculada Maria, por haver concebido, nos últimos tempos, do Espírito Santo e sem concurso viril gerado incorruptivelmente o mesmo Verbo de Deus, especial e verdadeiramente, permanecendo indestruída, ainda depois do parto, sua virgindade, seja condenado”.

Nossa Senhora foi sempre Virgem, isto é, antes do parto, no parto e depois do parto. Os diversos credos e concílios antigos retomaram e afirmaram essa verdade. Santo Inácio de Alexandria, são Justino, santo Irineu, santo Epifrânio, santo Efrém, santo Ambrósio, são Jerônimo e santo Agostinho foram os exímios defensores da Virgindade de Maria. A Virgindade perpétua de Maria faz parte integrante da fé cristã.

Imaculada Conceição

Em 8 de dezembro de 1854, o papa Pio IX definiu o terceiro dogma mariano: Imaculada Conceição de Maria. Em sua Bula “Ineffabilis Deus”, o Pontífice declarou a doutrina que ensina ter sido Nossa Senhora imune de toda mancha de pecado original, no primeiro instante de sua conceição, por singular graça e privilégio de Deus Onipotente, em vista dos méritos de Cristo Jesus Salvador do gênero humano.

Duns Scott (1266-1308) foi o teólogo que argumentou, historicamente, em favor do privilégio mariano, baseando-se na redenção preventiva.

O dogma da Imaculada Conceição nos ensina que, em Maria, começa o processo de renovação e purificação de todo o povo. Ela “é toda de Deus, protótipo do que somos chamados a ser. Em Maria e em nós age a mesma graça de Deus. Se nela Deus pôde realizar seu projeto, poderá realizá-lo em nós também” (Dom Murilo S. R. Krieger – bispo e escritor mariano).

Assunção de Maria

A Assunção de Maria foi o último dogma a ser proclamado, por obra do papa Pio XII, a 1o de novembro de 1950. Na Constituição Apostólica “Munificentissimus Deus”, o Pontífice afirmou que, depois de terminar o curso terreno de sua vida, ela foi assunta de corpo e alma à glória celeste. Mais de 200 teólogos, em todas as partes da Igreja, demonstraram interesse e entusiasmo pela definição dogmática.

Imaculada e assunta aos céus, Maria é a realização perfeita do projeto de Deus sobre a humanidade. “A Assunção manifesta o destino do corpo santificado pela graça, a criação material participando do corpo ressuscitado de Cristo, e a integridade humana, corpo e alma, reinando após a peregrinação da história” (CNBB – Catequese renovada, no 235).

Os dogmas marianos iluminam a vida espiritual dos cristãos. “Os dogmas são luzes no caminho de nossa fé, que o iluminam e tornam seguro” (Catecismo da igreja católica, no 90).

Flávio Alves Rosário Concluinte da filosofia Patrística No mosteiro de São Bento São Paulo.