Exposição “Roma – a vida e os imperadores”
Sempre fico feliz quando recebemos em nossa cidade eventos culturais de grande valor e influência. Mais feliz fico quando posso participar de tais acontecimentos.
Foi uma surpresa quando recebi o convite de abertura da Mostra “Roma – a vida e os imperadores” acolhida no MASP, com duração de dois meses, ficando aberta até 22 Abril de 2012.
A mostra representa uma viagem a três séculos do período tardio da república e primeiros séculos do Império Romano.
Logo na entrada (área de exposições temporárias) nos deparamos com um busto colossal de Julio César (sou fã dele).
A exposição é muito rica. Desvendam hábitos e costumes do povo romano e de seus imperadores. Trata-se de tesouros dos romanos como joias, mosaicos, afrescos, esculturas, vestimentas e outros objetos que saem pela primeira vez da Itália, trazidos do Antiquário de Pompeia, da Galeria Uffizi e de museus arqueológicos.
Em “Roma – a vida e os imperadores” percebemos um desafio em recontar a trajetória do povo e dos imperadores romanos, por meio da arte, da arquitetura triunfal, das cerimônias de poder, da vida cotidiana, das célebres conquistas e da opulência. Fiquei impressionado com a sofisticação dos utensílios, uma vez que não encontramos nada parecida na Idade Média.
A cerimônia de abertura foi muito proveitosa. A mostra tem o patrocínio da FIAT e marca a abertura do período Itália/Brasil (2011-2012).
A curadoria e de Guido Clemente, professor de História Romana da Universidade de Florença e parceria com estudiosos de vários museus italianos. Estes buscaram privilegiar a abordagem dos imperadores de Roma do ponto de vista do exercício de seu poder e de suas diferentes personalidades.
Apreciação das peças
Já falei do busto de Julio Cesar. Fascinante! Mas a exposição é muito rica e não podemos ficar presos a tal peça. Há bustos de outras célebres figuras como Cícero, a qual ficou numa posição prejudicada – pedestal baixo e apertado a outras peças.
Há estátuas de deuses como Júpiter e Vênus agachada. Tomei um susto quando vi um falo gigante representando o deus da fertilidade ou virilidade Príapo.
Lembrei muito da Grécia quando me deparei com as máscaras de teatro. Claro que se trata do helenismo. Lembrei também do filme “Gladiador” quando vi uma armadura e desenhos do Coliseu. Impossível não lembrar dos primeiros cristãos neste momento. Lembrei até do infortúnio dos habitantes de Pompéia à época dos últimos dias, ao apreciar a beleza de alguns mosaicos de lá.
Os sarcófagos chamaram muito a minha atenção. Tentei entender as inscrições com meu latim. Tive algumas dificuldades. Mas foi satisfatório.
A amostra, como representa três séculos, deixou-me com a lembrança daquilo que sempre ouvimos: Romanos: César Augusto, nascimento do Império, apogeu, loucuras de Nero e Calígula, Termas de Caracala, perseguição dos cristãos e celebrações nas catacumbas e um declínio multicultural.
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