terça-feira, 24 de abril de 2012

CAFÉ FILOSÓFICO SÃO BENTO – MAIO DE 2012

Devido ao feriado do dia do Trabalho, o Café Filosófico São Bento – Abril de 2012 – foi transferido para o dia 07 de Maio. O tema será “Diderot e a Enciclopédia francesa: sobre a Intolerância e os Padres da Igreja”, tendo como palestrante o Historiador Prof. Magno Vilela.

terça-feira, 17 de abril de 2012

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM FILOSOFIA PATRÍSTICA E MEDIEVAL

Ciência confirma a Igreja: Livros de bronze seriam a maior descoberta de todos os tempos e falam de Nosso Senhor Jesus Cristo

Ciência confirma a Igreja: Livros de bronze seriam a maior descoberta de todos os tempos e falam de Nosso Senhor Jesus Cristo
Numa gruta de Saham, Jordânia, localizada numa colina com vista ao Mar da Galiléia, foram encontrados 70 livros do século I da era cristã que, segundo as primeiras avaliações, contêm as mais antigas representações do cristianismo.
Os livros têm a peculiaridade de serem gravados em folhas de bronze presas por anéis metálicos. O tamanho das folhas vai de 7,62 x 50,8 cms a 25,4 x 20,32 cms. Em média, cada livro tem entre oito e nove páginas, com imagens na frente e no verso.
Segundo o jornal britânico “Daily Mail”, 70 códices de bronze foram encontrados entre os anos 2005 e 2007 e as peças estão sendo avaliadas por peritos na Inglaterra e na Suíça.
A cova fica a menos de 160 quilômetros de Qumran, a zona onde se encontraram os rolos do Mar Morto, uma das maiores evidências da historicidade do Evangelho, informou a agência ACI Digital.
Importantes documentos do mesmo período já haviam sido encontrados na mesma região.
No local ter-se-iam refugiado, no ano 70 d.C., os cristãos de Jerusalém, durante a destruição da cidade pelas legiões de Tito, que afogaram em sangue uma revolução de judeus que queriam a independência.
Cumpria-se então a profecia de Nosso Senhor relativa à destruição de Jerusalém deicida e à dispersão do povo judaico.
Segundo o “Daily Mail” os académicos, que estão convencidos da autenticidade dos livros, julgam que é uma descoberta tão importante quanto a dos rolos do Mar Morto em 1947.
Nelas, há imagens, símbolos e textos que se referem a Nosso Senhor Jesus Cristo e sua Paixão.
David Elkington, especialista britânico em arqueologia e história religiosa antiga, foi um dos poucos que examinaram os livros. Para ele, tratar-se-ia de uma das maiores descobertas da história do Cristianismo.
É uma coisa de cortar a respiração pensar que nós encontrámos estes objectos deixados pelos primeiros santos da Igreja“, disse ele.
Com efeito, na época da desastrosa rebelião judaica, o bispo de Jerusalém era São Simeão, filho de Cleofás (irmão de São José) e de uma irmã de Nossa Senhora. Por isso, São Simeão era primo-irmão de Nosso Senhor Jesus Cristo e pertencia à linhagem real de David.
Quando o apóstolo Santiago, “O Menor” (primeiro bispo de Jerusalém) foi assassinado pelos judeus que continuavam seguidores da Sinagoga os Apóstolos que ficaram, em rotura com o passado, escolheram Simeão como sucessor e ele recebeu Espírito Santo em Pentecostes.
Os primeiros católicos – naquela época não tinham aparecido heresias e todos os cristãos eram católicos – lembravam com fidelidade o anúncio feito por Nosso Senhor de que Jerusalém seria destruída e o Templo arrasado. Porém, não sabiam a data.
O santo bispo foi alertado pelo Céu da iminência do desastre e de que deveriam abandonar a cidade sem demora. São Simeão conduziu os primeiros cristãos à cidade de Pella, na actual Jordânia, como narra Eusébio de Cesárea, Padre da Igreja.
Após o arrasamento do Templo, São Simeão voltou com os cristãos que se restabeleceram sobre as ruínas. O facto favoreceu o florescimento da Igreja e a conversão de numerosos judeus pelos milagres operados pelos santos.
Assim, começou a reconstituir-se uma comunidade de judeus fiéis à plenitude do Antigo Testamento e ao Messias Redentor aguardado pelos Patriarcas e anunciado pelos Profetas.
Porém, o imperador romano Adriano mandou arrasar os escombros da cidade, e os seus sucessores pagãos, Vespasiano e Domiciano, mandaram matar a todos os descendentes de David.
São Simeão fugiu. Mas, durante a perseguição de Trajano foi crucificado e martirizado pelo governador romano Ático. São Simeão recebeu com fidalguia o martírio quando tinha 120 anos. (cf. ACI Digital)
Emociona pensar que esses heróicos católicos judeus tenham deixado para a posteridade o testemunho da sua Fé inscrito em livros tão trabalhados. O facto aponta também para a unicidade da Igreja Católica.
Philip Davies, professor emérito de Estudos Bíblicos da Universidade de Sheffield, disse ser evidente a origem cristã dos livros que incluem um mapa da cidade de Jerusalém. No mapa é representada o que parece ser a balaustrada do Templo, mencionada nas Escrituras.
Assim que eu vi fiquei estupefato“, disse. “O que me impressionou foi ver uma imagem evidentemente cristã: Há uma cruz na frente e, detrás dela, há o que deve ser o sepulcro de Jesus, quer dizer, uma pequena construção com uma abertura e, mais no fundo, ainda os muros de uma cidade“.
Noutras páginas destes livros também existem representações de muralhas que, quase de certeza, reproduzem as de Jerusalém. E há uma crucifixão cristã acontecendo fora dos muros da cidade“, acrescentou.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

SEMANA TEOLÓGICA Faculdade de São Bento de São Paulo 50 ANOS DE ABERTURA DO CONCÍLIO VATICANO II

50 ANOS DE ABERTURA DO CONCÍLIO VATICANO II
Data: 2 a 4 de maio de 2012
Local: Teatro de São Bento – Mosteiro de São Bento – São Paulo SP – Brasil
Horário: das 9:00 às 11:30 horas

Dia 02/05 – Quarta-feira
Abertura: Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer (Arcebispo de São Paulo)
Tema: O contexto em que emergiu o Vaticano II
Expositor: Prof. Pe. Ney de Souza

Dia 03/05 – Quinta-feira
Tema: Pastoral dialógica e a Constituição Gaudium et Spes
Expositor: Prof. Pe. Tarcísio Justino Loro

Dia 04/05 – Sexta-feira
Tema: A dignidade humana e o Vaticano II: O valor incomparável da pessoa humana
Expositor: Prof. Fr. Nilo Agostini

Inscrições: (11) 3328-8793
Concílio Vaticano II: “Um acontecimento providencial” (João Paulo II).
“Se o lermos e recebermos guiados por uma justa hermenêutica, o Concílio pode ser e tornar-se cada vez mais uma grande força para a renovação sempre necessária da Igreja” (Bento XVI).

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DOMINGO DE RAMOS, INICIA-SE A SEMANA SANTA

Desde os primórdios, a madeira sempre foi uma grande auxiliar do Homem, atendendo suas necessidades das mais básicas as mais supérfluas. Luz, proteção, habitação, alimento, defesa, são algums dos benefícios proporcionados por essa grande dádiva da natureza.
Usada para construir a arca que salvaria Noé e sua família do dilúvio, também presente como matéria prima da Arca da Aliança, assim como na lenha carregada por Isaac para o sacrifício que seu pai Abraão iria oferecer em obediência a Deus, a madeira já prefigurava nestes sinais a cruz de Nosso Senhor.
Quando no deserto o povo fugia da opressão do Faraó, foi ao toque da vara de Moisés que as águas do Mar Vermelho se abriram para que o povo o atravessa-se incólume, e ao toque desta mesma vara a pedra jorrou água para matar a sede dos Israelitas.
Na construção do grande Templo realizada por Salomão, a acácia se distinguia entre as demais madeiras, assim como o cedro, devido a sua beleza durabilidade e flexibilidade para os trabalhos artesanais que ornamentariam a casa de Deus.
Foi também pela madeira, que o preço de nossa salvação foi pago, pois no lenho da cruz Nosso Senhor Jesus Cristo se entregou pelos nossos pecados, para que por sua morte a morte fosse vencida e o triunfo da vida portasse o troféu da ressurreição.
Contemplar a cruz é antes de mais nada, contemplar o amor; o que antes era símbolo de morte e maldição, agora torna-se o símbolo do amor de Deus por cada um de nós.  Nela nos encontramos e deparamo-nos com a realidade da humanidade sofredora, que caminha confiante rumo a ressurreição.
Dois pedaços de madeira que abraçam toda a humanidade e nos convida a assumirmos a missão de anunciar a todo o Universo que Cristo venceu a morte e nos deu a vida.
Durante toda a história da arte cristã vemos muitas maneiras de contemplar este grande mistério expressado durante os séculos conforme a época, lugar e necessidade. Possivelmente temos na porta da Basílica romana de santa Sabina a primeira representação do Cristo crucificado; porém não um Cristo sofredor e escarnecido, como é típico do Barroco, mas um Cristo glorioso, cuja cruz invisível é personificada em todo Universo.
No Éden, a antiga árvore do Paraíso possuía o fruto do conhecimento do bem e do mal, o qual levou os primeiros Pais ao pecado e a morte, pois na sua ambição e desobediência queriam ser como Deus. Na nova árvore da vida, a cruz, plantada no Calvário, Deus se humilha ao extremo, deixando oculta toda sua divindade para que resplandecesse a glória de sua humanidade, a qual nos ensina o verdadeiro caminho da vida: o amor sem limites, pois “não há maior amor do que dar a vida pelos amigos.”
Que a contemplação da “madeira e da cruz” nos ajude a transformarmos toda nossa vida num supremo ato de louvor e gratidão ao Cristo redentor do gênero humano, que do alto do madeiro reina glorioso e ressuscitado sobre todo seu rebanho.
Olhando para o Crucificado, possa nosso coração exclamar com um êxtase de amor, assim como o fez São Francisco diante do Crucifixo de São Damião: “ó glorioso Deus altíssimo, ilumina as trevas do meu coração, concede-me uma fé verdadeira, uma esperança firme e um amor perfeito. Mostra-me Senhor, o reto sentido e conhecimento, a fim de que possa cumprir o sagrado encargo que na verdade acabas de dar-me. Amém.”
Dom Lourenço Palata Viola, OSB

PROGRAMAÇÃO SEMANA SANTA 2012 – MOSTEIRO DE SÃO BENTO DE SÃO PAULO

1 de abril Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor
8h30 Santa Missa
10h Bênção dos Ramos, Procissão e Missa Pontifical
17h Vésperas Solenes e Bênção do Ssmo. Sacramento
2, 3 e 4 de abril  Segunda, Terça e Quarta-feira Santas
Santas Missas: 7h (conventual com canto gregoriano), 13h e 18h
17h30 Vésperas
3 de Abril, Terça-feira Santa
20h Exibição do Documentário “Via-Crucis” com palestra sobre a espiritualidade da Via-Sacra.
5 de abril Quinta-feira da Ceia do Senhor
7h Laudes
11h45 Hora Média
18h Missa Pontifical da Ceia do Senhor: Lava-pés e Transladação do Ssmo. Sacramento
20h30 Completas
6 de abril  Sexta-feira da Paixão do Senhor
6h30 Vigílias (com canto das Lamentações)
8h30 Laudes Cantadas
11h45 Hora Média
13h Via-Sacra dos Oblatos Seculares do Mosteiro (Início Largo Santa Ifigênia)
15h Solene Ação Litúrgica: Liturgia da Palavra, Oração Universal, Adoração da Cruz e Comunhão
19h Completas
7 de abril Sábado Santo
6h30 Vigílias (com canto das Lamentações)
8h30 Laudes Cantadas
11h45 Hora Média
17h30 Vésperas
22h40 Solene Vigília Pascal: Bênção do Fogo, Liturgia da Palavra, Rito Batismal e Liturgia Eucarística
8 de abril Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor
7h Laudes Cantadas
8h30 Santa Missa
10h Santa Missa Pontifical do Domingo da Ressurreição
16h45 Vésperas Pontificais e Bênção do Ssmo. Sacramento
Confissões: Segunda, Terça e Quarta-feira Santas das 14h às 16h